• BFF BIKE

Um cano, por favor.

A saga de uma ciclista urbana para tomar um cafézinho em plena selva de pedra paulistana.


Hoje saí de casa determinada a escrever um post sobre o novo movimento que está tomando conta das pistas da cidade de São Paulo: o enxame de veículos "bípedes" circulando na ciclovia do eixo nervoso da cidade (Pinheiros - Itaim). Só que no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho. Tinha uma pedra. E vou deixar esta pauta para outro dia e escreverei hoje sobre a pedra: que porra de cidade é essa que ainda permite restaurantes, cafés e demais estabelecimentos sem - no mínimo - um parador para bicicletas? Fico FULA da vida. E esta é a pauta de hoje.


Estava a bordo da minha Electric Dreams procurando um café para este momento tão nosso, quando cheguei no Café Gourmet* (preservarei o nome real, mas me chama no direct que eu falo! kkk) e fiquei uns 12 minutos tentando ver onde prenderia minha bike.


Para mim, cafés e bikes são tão intimamente ligados que nem cogitei chegar na porta de um café e não encontrar um lugarzinho decente para usar meu super U Lock Terminator Master Plus.

Fiquei ali olhando para o café, para os postes, para aquela rua torta, com cara de cachorra sem dona abandonada na enchente, e visualizei a bike sendo chutada pelo primeiro pedestre rua abaixo. Tive que abortar. E olha que sou quase um MacGyver com esse U Lock. Inconformada, segui então para o Super Café*, que eu já sabia que tinha uma lateral cheia de espaço para bikes. Mas acho que eu não estava com sorte naquele dia. Cheguei lá e duas jamantas, quero dizer, duas motos estavam estacionadas no bicicletário….. Tirei até foto para não acharem que eu estava de implicância. Pode isso Arnaldo?



Com licença, Dona Jamanta, isto é um bicicletário!

Mas este não foi o único evento "F*CK your bike" da semana - fui almoçar com a Paty no restaurante hit do momento em pleno Itaim (Restaurante Chique*). Fiz a reserva para 12.15h e corri com minha magrela para chegar a tempo e não ter que agonizar no lugar comum dos engravatados que estariam babando pelas mesas da reserva. Cheguei lá às 12.27h e não tinha sequer um cano de água para eu dar aquela improvisada. Tive que andar ate o prédio do vizinho e amarrar a bike num poste que tinha quase 1m de diâmetro. Para minha sorte eu sempre ando com meu U Lock MAIS um cabo de aço de 1 metro que é justamente para essas ocasiões extremas.



U Lock Kryptonite em ação, abraçando o poste.


O problema, queridos amigos, é que essa logística me tomou exatos 5 minutos, fazendo com que eu chegasse no restaurante às 12.32h e o senhor gerente me dissesse que por 2 minutos minha reserva tinha caído. Dá para acreditar? Eu não vou escrever aqui o que aconteceu na sequência pois foram cenas fortes kkkk e teríamos que tirar as crianças da sala, mas posso dizer que almoçamos. Mas falei que se eles tivessem um espaço decente para bikes, nada disso teria acontecido.



Se a foto ficar boa, talvez eu perdoe a falta do bicicletário. Ou não.

O que desanima é vermos que lugares novos, concebidos em pleno século XXI (já estamos no futuro pessoal, sabiam que os Jetsons se passavam em 2019? Pois é, bem vindos ao FUTURO!!), continuam ignorando uma das principais mudanças na vida cotidiana das pessoas - a forma como elas se deslocam.


Portanto, queridos amigos, você que está lendo este singelo manifesto, ou se tem algum amigo que tem algum estabelecimento comercial, parem de ignorar isso e instalem um cano qualquer em que possamos prender nossas bikes. Eu podia tá roubando, eu podia tá matando, mas só estou pedindo um cano para prender minha bike. Juro que não é muito.







COLA NA NOSSA RODA!

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